quinta-feira, 7 de junho de 2018

ABIMAQ avalia Plano Safra 2018/2019

“O plano do governo está dentro das condições do mercado. É o possível para o momento”, assim João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, classificou o Plano Agrícola e Pecuário para safra 2018/2019, anunciado em Brasília pelo presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, em cerimônia realizada nesta quarta-feira, dia 6, no Palácio do Planalto.
O montante destinado ao agronegócio chegará a R$ 194,3 bilhões, com redução de 1,5 ponto percentual nas taxas de juro do crédito rural para financiar e apoiar a comercialização da produção agropecuária brasileira.
De acordo com Marchesan, é importante frisar que houve manutenção dos valores para investimento no mesmo patamar do ano passado.
Para ele, o investimento deve ser prioridade no país, uma vez que estamos passando por uma grande revolução gerada pela inovação tecnológica das máquinas e equipamentos.
Os recursos ficarão disponíveis de 1 de julho de 2018 a 30 de junho de 2019.


terça-feira, 22 de maio de 2018

CUSTO DE CONTROLE E PERDAS CAUSADAS PELA FERRUGEM NA SOJA EM AMAMBAI-MS

FERRUGEM NA SOJA
A ferrugem da soja, com nome científico de Phakopsora packyrhizié causada por fatores ambientais, principalmente temperatura e é diretamente influenciada pela frequência de chuvas ao longo do ciclo da cultura. Altas temperaturas e umidade favorecem a infecção e reprodução do fungo.

Imagem 1: folha da soja infectada com Ferrugem.

O fungo tem a capacidade de infectar uma planta da soja em temperaturas de 15 a 28º C, com 6 a 12 horas de molhamento na superfície das folhas e a germinação dos uredosporo pode ocorrer entre 7 e 28º C.

O fungo penetra na folha, matando a folha. O tecido foliar ao redor da lesão adquire coloração castanho avermelhado, formando lesões visíveis em ambas as fases das folhas e causando rápido amarelecimento e queda prematura.

Imagem 2: Folha da Soja Aumentada (fungo da ferrugem).

A ferrugem causa desfolhamento da planta da soja e se não for feito controle pode causar 100% de perda.
Na região de Amambai, situado no sul do Estado do Mato Grosso do Sul, o clima não tem grande incidência para a ferrugem e quando o produtor faz um trabalho preventivo, as perdas são mínimas.
Em Amambai são realizadas no mínimo 3 aplicações de fungicidas, sendo elas:

1ª APLICAÇÃO:
§  Realizada aos 45 dias da após a emergência da planta.
§  Fungicida FOX (Trifloxistrobina + Protioconazole) – 400 ml/ha
§  Óleo usado com o fungicida, AUREO – 200 ml/ha.
                    CUSTOS: FOX – R$ 80,00 ha
                                     AUREO – R$ 3,00 ha
TOTAL DA 1ª APLICAÇÃO POR HECTARE: R$ 83,00

2ª APLICAÇÃO:
§  Realizada aos 60 dias após a emergência da planta.
§  Fungicida ATIVUM (Epoxiconazol + Fluxapiroxade + Piraclostrolina) – 800 ml/ha
§  Óleo usado com o fungicida, ASSIST – 400 ml/ha.
CUSTOS R$ - ATIVUM R$ 89,00 ha
                         ASSIST R$ 5,75 ha
Na segunda aplicação recomenda-se usar um fungicida protetor:
§  UNIZEB GOLD (Mancozeb) R$ 42,38 – 2 Kg/ha
 TOTAL DA 2ª APLICAÇÃO POR HECTARE: R$ 137,13.

3ª APLICAÇÃO:
§  Realizada aos 75 dias após a emergência da planta.
§  SPHERE MAX (Trifloxistrobina+Ciproconazol)  -200 ml/ha
§  Óleo usado com o fungicida, AUREO – 400 ml/ha
CUSTOS R$ - SPHERE MAX R$ 41,40
                        AUREO R$ 6,00
TOTAL DA 3ª APLICAÇÃO POR HECTARE: R$ 47,40

§  TOTAL DAS 3 APLICAÇÕES POR HECTARE – R$ 267,53
Trabalhando de forma preventiva, com as três aplicações de fungicida, efetuando aplicação correta e manejo correto, os fungicidas controlam todo o complexo da doença da soja: ferrugem, antracnose, mancha parda, mancha alvo, oídio.

REFERÊNCIAS
Esta pesquisa foi realizada na Cooperativa Agroindustrial Coamo, localizada na rodovia 386, km 01, S/N, em Amambai-MS, e as recomendações foram passadas pelo Engenheiro Agrônomo Dalton Bonacio.  Os preços são atualizados com a data de 21/05/2018, conforme a cotação do dólar deste dia. Esses produtos e aplicações foram utilizados na safra 2017/2018 na região de Amambai-MS.
Segundo o Agrônomo, todos os produtores, que realizaram um bom manejo, fazendo um trabalho preventivo com as 3 aplicações de fungicidas, não tiveram perda na produtividade.

Autor: Letícia Pavão Moreira
Curso: Tecnologia em Agronegócio
Disciplina: Pragas e Doenças
Professor: Izidro Lima

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

BioLeaf - Análise Foliar

BioLeaf - Análise Foliar

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Curso em São Paulo mostra técnicas de negociação no mercado de milho e soja


Grupo CMA
Curso em São Paulo mostra técnicas de negociação no mercado de milho e soja
Com o objetivo de mostrar estratégias e mecanismos de comercialização disponíveis no mercado de milho e soja, a SAFRAS & Mercado, consultoria líder do agronegócio brasileiro, realiza, nos dias 21 e 22 de março, um curso com o tema “Trading School Aplicado ao Mercado de Soja e Milho”, que será ministrado por Gil Carlos Barabach, economista, mestre em economia do desenvolvimento pela FACE-PUCRS e especialista em Agribusiness e Gestão Agroindustrial.
Na ocasião, o aluno vai aprender a aumentar a rentabilidade nas operações de compra e venda, dominar as técnicas que permitem a ligação adequada entre o mercado físico e o de futuros e opções e melhorar a gestão do risco de oscilação de preços.
O encontro tem como públicos-alvo representantes do governo federal e estadual, produtores de milho e soja, cooperativas agropecuárias, corretores, tradings, armazenadores, exportadores, indústrias alimentícias e de beneficiamento, entidades de financiamento do agronegócio e de seguros, executivos de mercado e de gerenciamento de riscos de preço, consultores e pesquisadores e profissionais que desejam reciclar seus conhecimentos.
Durante as aulas, que acontecem das 8h30 às 17h30, os participantes vão estudar os seguintes tópicos:
·         Formação de Preço
·         Mercado a Termo
·         Mercado Futuro  
·         Operação de Hedge – passo a passo
·         Mercado de Opções 
·         Lógica da Compra CALL ou PUT (Hedger)
·         Estratégias envolvendo mais de uma opção
·         Gestão de Risco
 
Mais informações por meio do telefone (11) 3053-2736, WhatsApp: (51) 9919-02756 ou e-mail: educacional@safras.com.br


 

Cibele Cardoso
Vervi Assessoria de Imprensa
Rua Freire Farto, 56 - Pq. Jabaquara - SP - CEP. 04343-120
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Vervi Assessoria

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

INCREMENTO NA PRODUTIVIDADE DE MILHO, APÓS A LIBERAÇÃO DA TECNOLOGIA Bt

RESUMO


O milho é um dos mais importantes cereais do mundo, devido aos seus valores nutricionais e energéticos. Sua produção estende-se ao longo de todo o globo terrestre, porém, é uma das culturas mais atacadas pelas pragas, como a lagarta- do-cartucho (Spodoptera frugiperda), comprometendo assim a produção do grão. No ano de 2008, o Brasil deu um importante passo para a cultura de milho, adotando a tecnologia Bt (Bacillus thuringiensis) na produção do cereal. Este trabalho objetivou realizar o levantamento da produção e da área plantada do milho, nas safras de 2006 a 2014, após a liberação comercial da tecnologia Bt no ano de 2008 e a adoção da variedade no modo de produção no Brasil. Diante deste levantamento, foi observada a diminuição de área cultivada do milho 1ª safra em razão do clima desfavorável em algumas safras e a preferência dos agricultores em cultivar nesta época a soja, e houve o aumento de área e produção no milho 2ª safra em razão da característica da tecnologia de milho Bt contra pragas desfolhadoras. Este aumento se deve a adoção do milho Bt, variedade resistente a ataques de insetos-pragas e a diminuição de inseticidas no cultivo de milho. Conclui-se que a tecnologia corresponde ao aumento de área cultivada pelo produtor e consequentemente havendo elevação na produção do milho nacional.
Palavras-chave: Milho Bt. Lagarta-do- cartucho. Pragas do milho.


Gráfico 1. Produção nacional de milho – 1ª e 2ª Safra, Ponta Porã, MS-2015




CONSIDERAÇÕES 

A implantação da tecnologia Bt no Brasil foi considerada tardia, se comparado aos Estados Unidos e Argentina, que desde a década dos anos 90 já utilizavam a variedade em seus campos de produção.
No Brasil, o milho era cultivado, na maior parte, por médios e pequenos produtores, devido à baixa tecnologia utilizada, baixo custo das sementes convencionais, porém estes produtores gastavam mais com o uso de inseticidas em suas lavouras.
A chegada do milho Bt no Brasil veio para que a produção seja aumentada e os gastos com defensivos e outros insumos pertinentes à cultura fossem diminuídos. Como consequência, o milho Bt veio a ajudar estes médios e pequenos produtores que antes gastavam muito e produziam pouco nas culturas. 
Apesar do custo da semente de milho Bt ser mais elevando em comparação ao milho convencional, há a redução com a utilização de inseticidas, com a mão-de-obra aplicada na cultura e também evitou o desgaste dos equipamentos utilizados, devido a pouca utilização de pulverizadores para o controle de pragas.
A tecnologia veio até os produtores para auxiliar no bom rendimento da cultura de milho, no aumento da produção e reduzindo os custos no manejo da lavoura. Através desta tecnologia, houve ganhos expressivos para os produtores rurais e para o Brasil. 

 Os produtores passaram a cultivar mais áreas com a adoção do milho Bt, devido à eficiência do transgênico na resistência contra os ataques da lagarta-do-cartucho, e o país tem aumentado o seu estoque para atender as exportações e empresas que tem como matéria-prima de seus produtos o milho.


Monografia apresentada à Banca
Examinadora do Instituto Federal do Mato
Grosso do Sul/ Campus Ponta Porã, como
exigência parcial para obtenção do título de
Tecnólogo em Tecnologia em Agronegócio.

Autor: Luiz Alsonil Palhano Batista

SAFRAS oferece curso sobre estratégias para a comercialização de milho e soja

A SAFRAS & Mercado, consultoria líder em agronegócios, realiza nos dias 14 e 15 de fevereiro, em Passo Fundo/RS, um curso com o tema “Comercialização Milho e Soja – Como reduzir riscos na comercialização utilizando ferramentas globais”.
O encontro tem por objetivo mostrar ao aluno a compreensão dos mecanismos de formação de preços nos mercados de milho e soja, conhecer as estratégias de comercialização disponíveis, dominar as técnicas que permitem a adequada ligação entre o mercado físico, de futuros e de opções, melhorar a gestão do risco derivado da volatilidade e oscilação de preços e aumentar a rentabilidade nas operações de compra e venda.
Será ministrado por Paulo Roberto Molinari, economista pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Agribusiness pela FAE e que atua há 28 anos em análise econômica e de mercados agrícolas. É consultor sênior em Agribusiness, com especialização nos segmentos de milho e carnes e diretor técnico de SAFRAS & Mercado. Na ocasião, o profissional irá abordar os seguintes tópicos:
  • Análise Fundamental – Conceitos iniciais
  • Formação de Preços
  • Introdução ao Mercado Futuro
  • Operação com Contratos Futuros
  • Introdução ao Mercado de Opções
  • Introdução à Análise Técnica
O público alvo são representantes do governo federal e estadual, produtores de milho e soja, cooperativas agropecuárias, corretores, tradings, armazenadores, exportadores, indústrias alimentícias e de beneficiamento, entidades de financiamento do agronegócio e de seguros, executivos de mercado e de gerenciamento de riscos de preço, consultores e pesquisadores e profissionais que desejam reciclar seus conhecimentos.
Serviço
Curso: “Comercialização Milho e Soja – Como reduzir riscos na comercialização utilizando ferramentas globais”.
Data: 14 e 15 de fevereiro de 2017 – das 8h45 às 17h30.
Local: a definir
Cidade: Passo Fundo/RS
Inscrições:                                                                        
(11) 3053-2736
WhatsApp: +55 (51) 9919-02756

terça-feira, 22 de novembro de 2016

SOJA: Comercialização antecipada da safra 2016/17 do Brasil é de 25% - SAFRAS


Grupo CMA

A comercialização antecipada da safra 2016/17 de soja do Brasil envolve 25% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 4 de novembro.
Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 41% e a média para o período é de 30%. Levando-se em conta uma safra estimada em 103,477 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 26,130 milhões de toneladas.

SOJA - BRASIL - COMERCIALIZAÇÃO ANTECIPADA - SAFRA 2016/17
- em % da produção esperada (*) -

     

Estados
16/17
Volume
Safra
15/16
14/15
Média

04/Nov
Comprometido
Esperada
04/Nov
04/Nov
Normal (1)
RS
15
2415
16098
29
6
18
PR
17
2941
17301
34
10
19
MT
34
9942
29240
46
25
40
MS
23
1774
7711
39
16
28
GO
29
3027
10436
54
23
37
SP
17
463
2722
35
13
20
MG
24
1120
4668
47
12
29
BA
31
1395
4501
52
30
39
SC
8
163
2037
30
8
16
OUT
33
2891
8761
48
30
43
BRASIL (x)
25
26130
103477
41
17
30

     

Obs: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.
 

(*) Percentuais considerando comprometimento dos produtores.

Fonte: SAFRAS & Mercado





Safra 2015/16
Os produtores brasileiros de soja já negociaram 95% da safra de soja 2015/16. O levantamento é de SAFRAS & Mercado e refere-se ao período até 4 de novembro. Em igual período do ano passado, a comercialização da safra envolvia também 95% e a média para o período é de 92%. Levando-se em conta uma safra 2015/16 estimada em 97,150 milhões de toneladas, o volume de soja comprometido chega a 91,996 milhões de toneladas.
No Mato Grosso, o total já comercializado chega a 98% da safra estimada, contra 98% no ano passado e 97% da média. Em Goiás, o índice é de 97%, igual aos 97% do ano anterior e dos 97% da média. No Paraná, SAFRAS indica comprometimento de 95% da safra, ante os 95% do ano passado e aos 85% da média. No Rio Grande do Sul, o número é de 88%, igual aos 88% no ano anterior e contra 82% da média.

SOJA - BRASIL - EVOLUÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO - SAFRA 2015/16
- em % da produção esperada (*) - volumes em mil t. -

     

Estados
15/16
Volume
Safra
14/15
13/14
Média

04/Nov
Comprometido
Esperada
04/Nov
04/Nov
Normal (1)
RS
88
14359
16317
88
85
82
PR
95
15765
16595
95
92
85
MT
98
27006
27558
98
97
97
MS
95
7033
7403
95
94
92
GO
97
10282
10600
97
96
97
SP
90
2453
2725
90
95
91
MG
92
4399
4782
92
98
96
BA
99
3206
3239
99
98
96
SC
82
1737
2118
82
90
86
OUT
99
5757
5815
99
98
97
BRASIL (x)
95
91996
97150
95
94
92

     

Obs: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.
 

(*) Percentuais considerando comprometimento dos produtores.

Fonte: SAFRAS & Mercado






Imagens relacionadas

COMERCIALIZAÇÃO ANTECIPADA - SAFRA 2016/17 em % da produção esperada
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EVOLUÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO - SAFRA 2015/16 em % da produção esperada - volumes em mil t.
baixar em alta resolução



Simone Bertelli
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