quinta-feira, 9 de junho de 2011

Chuva no Mato Grosso do Sul – Alívio para Safrinha de Milho e Bom Início para Trigo e Aveia

Após 38 dias de estiagem as chuvas voltaram ao Mato Grosso do Sul, como o milho safrinha teve uma janela de semeadura longa de aproximadamente 45 dias, várias são as condições das lavouras que receberam as chuvas. A maioria das lavouras estava no estádio reprodutivo, desde o pendoamento até grão pastoso. Algumas lavouras apresentavam sinal claro de falta de água para realizar o metabolismo das plantas. Estima-se uma redução de 25% na produção do milho safrinha de 80(utópico) para 60 sacas de 60 Kg, devido ao período sem chuva, a perda poderia ser maior se a temperatura e a insolação fossem maiores.

As previsões de geadas não se confirmaram, um alívio para quem arriscou e fez o cultivo do milho safrinha fora do zoneamento elaborado pela pesquisa.

Os campos com trigo e aveia foram semeados a aproximadamente 45 dias e vinham sofrendo com a falta de chuva, muitos não tinham germinados, e os que tinham, estavam sofrendo com lagartas que eliminavam inúmeras plantas por dia, sendo o controle ineficiente para controlar estas pragas. Após as chuvas, as atenções nas lavouras de trigo voltam-se agora para as doenças, se o clima permanecer úmido por período longo, a Brusone (Pyricularia grisea Cooke) torna-se o principal problema.  

Em breve mais postagens!!      

terça-feira, 24 de maio de 2011

Enchente Mississippi, Safra Americana - American Soybean, Corn and Cotton

O Brasil está na entressafra da cultura da soja, colheita do algodão e com Milho Safrinha cultivado em algumas regiões produtoras do Brasil, principalmente no Centro-Oeste e Paraná. Os preços agrícolas estão flutuando neste momento, a produção de soja próxima de 73 milhões de toneladas, milho safrinha e milho primeiras safras com 54 milhões de toneladas sustentam uma redução nos preços, mas a incerteza em relação a safra americana é que dita os rumos dos mercados neste momento, bem como a diminuição das compras de commodities  pela China.
Neste contexto, um aspecto que chama muita atenção é a falta de informações sobre os verdadeiros impactos dos eventos climáticos que vem ocorrendo nas lavouras americanas. Primeiramente o fato de mais de 1,0 milhões de hectares inundados no momento da semeadura da safra atual e agora os tornados que estão destruindo as regiões por onde passamm. E mesmo com estes problemas o USDA lançou um comunicado esta semana demonstrando que as lavouras de milho e soja estão com a semeadura sob controle.
Fica a dúvida, estamos realmente sabendo o que acontece nas lavouras americanas ou nos é apresentado apenas o que interessa a eles?
Segue abaixo algumas fotos do alagamento causado pela água nos Estados Unidos das Américas.






quinta-feira, 19 de maio de 2011

Produtos Indicados para o Controle do Percevejo Barriga-Verde


Produtos Indicados para o Controle do Percevejo Barriga-Verde



Segue a tabela com os produtos registrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária para o controle do percevejo barriga-verde (Dichelops furcatus e melacanthus) na cultura do milho. Peço que prestem atenção, pois são apenas três grupos químicos registrados (neonicotinóide, piretróide e carbamato). Destes produtos, alguns já saíram de linha de fabricação ou foram substituídos por misturas.



Tabela. Produto comercial, ingrediente ativo e grupo químico e formulação.

Produto
Ingrediente Ativo(Grupo Químico)
Formulação














Fonte: http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons


terça-feira, 12 de abril de 2011

Percevejo barriga-verde Dichelops melacanthus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Pentatomidae) na cultura do Milho Safrinha

Percevejo barriga-verde Dichelops melacanthus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Pentatomidae) na cultura do Milho Safrinha

O milho é a cultura com maior número de eventos transgênicos resistentes a insetos, liberados para comercialização no Brasil até o ano de 2011.

Para a safra 2010/11, estão sendo comercializados 112 híbridos geneticamente modificados que expressam um ou duas proteínas derivadas da bactéria Bacillus thurigiensis que conferem supressão ou controle a população da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) e broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) chamados de milho Bt, sendo 50 cultivares contendo o evento MON 810 (YieldGard®); 40 o evento TC 1507 (Herculex®) e 17 o evento Bt 11(Agrisure TL®), além de três híbridos que contêm o evento MON 89034x NK 603 (YieldGard VT Pro®) e dois com o evento MIR162 (Agrisure Viptera®),

Antes da liberação da biotecnologia, o milho tinha como principal praga a lagarta-do-cartucho, praga que ataca a planta da emergência até o final do enchimento de grãos. Atualmente o percevejo barriga-verde (Dichelops melacanthus) vem ganhando importância nas tomadas de decisão para controle de pragas, e nas lavouras bt, tornando-se a principal praga. Essa praga ataca a planta introduzindo seus estiletes através da bainha até as folhas internas causando lesões. Sugam a seiva na base do colmo, causando o murchamento e depois o secamento da planta. Pode também provocar o perfilhamento do milho, tornando-o improdutivo.

A praga tem o hábito de ficar de cabeça para baixo no colo da planta se alimentando, deixando as plantas com sintomas de murchamento e marcas de punções. 

Embora durante a safra de soja sejam efetuadas diversas aplicações para o controle de percevejos, no momento da semeadura e após a emergência do milho safrinha, o número de percevejos barriga-verde impressiona pela quantidade na região Sul do Mato Grosso do Sul.

Algumas táticas para mitigação da população do barriga-verde são adotadas pelos produtores como: dessecação em pré-plantio com inseticida de contato, tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e aplicação de inseticida sistêmico ou de contato em área total após a emergência. Essas medidas são adotadas individualmente ou associadas, dependendo do nível de infestação e dos danos causados pela praga.

Duarte (2009) relata que para as condições de milho safrinha na região de Dourados, MS, o nível de dano econômico do percevejo barriga-verde em milho é de 0,58 insetos/m2. Com isso fica evidente que os percevejos causam perdas significativas nos campos de milho safrinha no sul do Mato Grosso do Sul, pois facilmente são encontrados dois percevejos por planta de milho.

A partir de agora fica claro qual será o principal inimigo dos produtores de milho safrinha da região Sul do Mato Grosso do Sul, O PERCEVEJO BARRIGA-VERDE, sobre o qual serão necessárias táticas integradas de controle visando diminuir a população deste inseto antes da semeadura do milho e após a emergência. As armas são conhecidas, devemos utilizá-las eficientemente.

Na próxima postagem vou listar os produtos com dosagens para o controle do percevejo barriga-verde.

Não consegui achar minhas fotos do percevejo barriga-verde, então, segue uma imagem de uma linda lavoura de milho do dia 10 de abril de 2011, próximo a cidade de Maracaju, MS na rodovia que liga Marcaju a Sidrolândia.
Por Izidro dos Santos de Lima Junior    

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Planilha de Monitoramento de Pragas do Milho

Planilha de Monitoramento de Pragas do Milho

As pragas têm alta relevância na cultura do milho, desde a semeadura até a colheita, a cultura do milho está sujeita ao ataque de pragas no campo. Para ajudar no monitoramento de pragas na cultura do milho, segue o link de uma planilha eletrônica para ser utilizada por técnicos e produtores. Mais tarde publico um post sobre os problemas com pragas no milho safrinha no ano de 2011.

Link: http://www.4shared.com/document/Nmtfy9Wn/Mip_Milho_2009.html

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Safrinha está no Campo: Milho Safrinha no Mato Grosso do Sul

A Safrinha está no Campo: Milho Safrinha no Mato Grosso do Sul



O milho safrinha está em pleno desenvolvimento no campo (Figuras no final do texto), apesar do atraso no início da semeadura devido as chuvas, a cultura está com crescimento rápido na região que compreende o sul até a região central do Mato Grosso do Sul. Praticamente 70% da área foi cultivada no mês de março, e como as reservas de sementes tinham sido efetuadas antes da “invernada das chuvas”, as sementes que foram ao campo são em sua maioria precoce. Apenas na última semana do mês de março alguns produtores começaram a semear milho “super precoce”, fato que ainda ocorre no mês de abril.

Notem que além da semeadura ter ocorrido no mês de março, no mês de abril alguns produtores estão semeando o milho. Estas duas variáveis, semeadura tardia e milho precoce, podem comprometer o rendimento da safrinha no MS.

Semeadura tardia: no MS existe um zoneamento para cultivo do milho safrinha que se estende até o dia 15/03, podendo variar alguns dias dependente do local, mas devido as chuvas que ocorreram no mês de fevereiro e março, a colheita da soja atrasou, bem como a semeadura do milho, levando os agricultores a prolongar a época de semeadura do milho.

 - Ninguém é obrigado a cultivar milho safrinha ou, - Se os agricultores semearam que agora torçam para que o clima os ajude, essa seria a argumentação dos críticos para a situação atual do milho safrinha. Bom, muitos agricultores (como tinha mencionado anteriormente no texto), já tinham efetuado a reserva da semente, adubo, etc., com contratos a serem cumpridos com a entrega de grãos, então a semeadura era praticamente inevitável. Esse pode ser um dos fatores, mas não o principal, pois primeiramente, agricultor tem o prazer em cultivar qualquer cultura, é a sua profissão, e segundo, com os preços da saca de milho, atualmente acima dos R$ 20,00, e com perspectiva de aumento, não precisaria os agricultores de nenhum outro estímulo na sua tentativa de produção do milho.

Em relação a precocidade do milho semeado, fica a ressalva, poderiam os produtores terem “brigado” um pouco mais com os distribuidores para trocarem os milhos precoce por “super precoce”, embora esse segundo grupo seja de menor produção. E com isso evitar futuras “frustrações de safra” devido a geadas. Bom este assunto é para próximas postagens.

      Por Izidro dos Santos de Lima Junior

 


sexta-feira, 25 de março de 2011

Colheita da Soja e Milho Safrinha no Mato Grosso do Sul

Colheita da Soja e Milho Safrinha no Mato Grosso do Sul

A soja apresenta um período curto para a colheita dos grãos após entrar em estádio de maturação, por isso, a gravidade da situação dos agricultores de Maracaju, Sidrolândia e região. No mês de fevereiro choveu praticamente todos os dias e no mês de março a situação não melhorou (Figura 1 e 2). Com isso a colheita recorde anunciada e comemorada por muitos, antecipadamente, se transformou novamente na chamada “frustração de safra” ocasionada geralmente pela falta de chuva na região.
A dificuldade é enorme, diariamente ocorrem às chamadas “pancadas de chuva” impossibilitando as máquinas de realizarem o processo da colheita, e quando essas chuvas não ocorrem, são os armazéns que estão abarrotados com caminhões na fila para descarga, devido a dificuldade dos cerealistas na secagem e classificação dos grãos. As classificações dos grãos tristemente confirmam as perdas para os agricultores, pois a cada dia as perdas aumentam e lavouras que em sete dias anteriores estavam com boa qualidade, atualmente apresentam 70 a 82% de grãos avariados.
Notem, até 82% de perdas na colheita, situação que pode continuar piorando se as chuvas não cessarem. Muitos produtores abandonaram algumas áreas devido a impossibilidade da colheita. Mas como uma má notícia tem que estar acompanhada de outra pior, vamos ao caso do milho safrinha, que ainda está sendo semeado. Hoje dia 25de março de 2011, não foi cultivado 50% da área inicialmente destinada a safrinha, sendo que a data para semeadura indicado pela pesquisa é limitada ao dia 15 deste mês. Então, podemos esperar novas dificuldades em relação ao milho safrinha, devido a dependência do clima até o final do desenvolvimento da cultura a partir de agora.
Finalizando, fica o consolo das áreas colhidas, com produtividade próximas a 4000 Kg por hectare, confirmando a expectativa de “super-safra” (Figura 3).  Essa é a vida do agricultor, saber que sempre tem uma nova safra a ser cultivada e esperança de dias melhores aos responsáveis por este setor tão importante do planeta: “PRODUÇÃO DE ALIMENTOS”, importante como outros setores, mas não reconhecido da forma merecida.

Por Izidro dos Santos de Lima Junior.