A safrinha de milho no Mato Grosso do Sul foi atingida por fortes “geadas”, foram dois dias com temperaturas extremamente baixas, nestes, foi possível constatar a geada até oito horas da manhã. As perdas foram próximas a 40% considerando toda a área semeada com milho, as perdas não foram maiores devido a época que ocorreu a geada, final do mês de junho. As lavouras mais afetadas foram aquelas semeadas fora do período recomendada para a safrinha na região sul do Mato Grosso do Sul. O problema ocorrido neste ano se deve as chuvas, que ocorreram no momento da colheita da soja, atrasando a semeadura do milho.
Os produtores mais uma vez confiaram no milho e investiram em sementes (geneticamente modificada em evidência), adubação e defensivos, as lavouras apresentavam bom desenvolvimento, muitas ainda devem apresentar um bom rendimento, outras terão redução na produção e uma grande parte não terá produção.
É claro que a profissão do produtor é cultivar o solo, mas ano a ano o que presenciamos são as chamadas frustrações de safra na “safrinha”, vários são os motivos, atraso na semeadura, seca no início, final ou durante todo o desenvolvimento da cultura, geadas em maio (raramente), junho e julho, o que leva a redução ou perda total na produção de milho e com isso fica a indagação: será este o melhor caminho a seguir na segunda safra? Cultivar milho de alto nível tecnológico (investimento) num ambiente de alto risco climático? As formigas em seu instinto trabalham incansavelmente no verão para poder se alimentar no inverno, ou seja, usufruem de seu trabalho. E os agricultores? Também trabalham no verão, mas ao invés de usufruírem no “inverno”, estão perdendo.
Devemos entender a safrinha, como safrinha!
Fica uma pergunta agora: onde estão aqueles que promovem a “safrinha” com custo de safra?
Abaixo algumas imagens do milho após dois dias de geadas.
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